{"id":2471,"date":"2026-07-31T08:19:52","date_gmt":"2026-07-31T11:19:52","guid":{"rendered":"https:\/\/gnrambiental.com.br\/noticias\/nbr-15575-desempenho-acustico\/"},"modified":"2026-07-31T08:19:52","modified_gmt":"2026-07-31T11:19:52","slug":"nbr-15575-desempenho-acustico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gnrambiental.com.br\/noticias\/nbr-15575-desempenho-acustico\/","title":{"rendered":"NBR 15575: guia completo dos ensaios de desempenho ac\u00fastico em edifica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<h2>NBR 15575: Guia Completo dos Ensaios de Desempenho Ac\u00fastico em Edifica\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Voc\u00ea sabia que o ru\u00eddo \u00e9 um dos principais fatores de insatisfa\u00e7\u00e3o em apartamentos no Brasil? Pesquisas mostram que vizinhos barulhentos, passos no andar de cima e sons de equipamentos est\u00e3o entre as reclama\u00e7\u00f5es mais frequentes de moradores de edif\u00edcios multifamiliares. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 quest\u00e3o de conforto: a <strong>NBR 15575<\/strong> torna o desempenho ac\u00fastico uma exig\u00eancia legal para construtoras e incorporadoras. Ou seja, n\u00e3o atender \u00e0 norma pode gerar responsabilidade civil, a\u00e7\u00f5es judiciais e preju\u00edzos \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o da empresa. Neste guia completo, voc\u00ea vai entender como funcionam os ensaios ac\u00fasticos previstos na norma, quais s\u00e3o os crit\u00e9rios exigidos, como planejar as medi\u00e7\u00f5es e o que fazer quando o resultado n\u00e3o \u00e9 o esperado.<\/p>\n<h2>O Que \u00e9 a NBR 15575 e Como Ela se Organiza<\/h2>\n<p>A NBR 15575, conhecida como Norma de Desempenho, foi publicada pela ABNT e entrou em vigor em 2013, com atualiza\u00e7\u00f5es importantes ao longo dos anos. Ela surgiu para preencher uma lacuna hist\u00f3rica na constru\u00e7\u00e3o civil brasileira: a aus\u00eancia de crit\u00e9rios objetivos sobre o quanto um edif\u00edcio deve <em>funcionar bem<\/em> para seus usu\u00e1rios, e n\u00e3o apenas ser constru\u00eddo com determinados materiais.<\/p>\n<p>A norma est\u00e1 dividida em seis partes, cada uma focada em um sistema construtivo espec\u00edfico:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Parte 1:<\/strong> Requisitos Gerais<\/li>\n<li><strong>Parte 2:<\/strong> Sistemas Estruturais<\/li>\n<li><strong>Parte 3:<\/strong> Sistemas de Pisos<\/li>\n<li><strong>Parte 4:<\/strong> Sistemas de Veda\u00e7\u00f5es Verticais Internas e Externas<\/li>\n<li><strong>Parte 5:<\/strong> Sistemas de Coberturas<\/li>\n<li><strong>Parte 6:<\/strong> Sistemas Hidrossanit\u00e1rios<\/li>\n<\/ul>\n<p>O desempenho ac\u00fastico \u00e9 tratado principalmente nas <strong>Partes 3 e 4<\/strong>, com requisitos gerais estabelecidos na Parte 1. A l\u00f3gica central da norma \u00e9 revolucion\u00e1ria: em vez de especificar materiais, ela define o n\u00edvel de desempenho que o edif\u00edcio como um todo deve atingir. Isso muda completamente a l\u00f3gica de projeto e execu\u00e7\u00e3o \u2014 e exige que construtoras comprovem o resultado com ensaios reais.<\/p>\n<p>Para aprofundamento, o <a href=\"https:\/\/www.proacustica.org.br\/manuais-proacustica\/manual-proacustica-sobre-a-norma-de-desempenho-4edicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Manual ProAc\u00fastica sobre a Norma de Desempenho<\/a> \u00e9 uma das refer\u00eancias mais completas dispon\u00edveis em portugu\u00eas.<\/p>\n<h2>Fundamentos de Ac\u00fastica Para Entender a Norma<\/h2>\n<p>Antes de mergulhar nos ensaios, \u00e9 importante dominar alguns conceitos b\u00e1sicos. N\u00e3o se preocupe: vamos evitar a matem\u00e1tica pesada e focar no que realmente importa para a pr\u00e1tica.<\/p>\n<h3>Conceitos Essenciais de Ac\u00fastica<\/h3>\n<p>O <strong>decibel (dB)<\/strong> \u00e9 a unidade de medida do som e funciona em escala logar\u00edtmica. Uma diferen\u00e7a de 3 dB j\u00e1 \u00e9 percept\u00edvel ao ouvido humano, enquanto 10 dB representam a percep\u00e7\u00e3o de dobrar o volume do som. Isso significa que cada decibel a mais ou a menos no resultado de um ensaio tem peso real na experi\u00eancia do morador.<\/p>\n<p>Um ponto que gera muita confus\u00e3o \u00e9 a diferen\u00e7a entre <strong>isolamento e absor\u00e7\u00e3o ac\u00fastica<\/strong>. Isolamento impede que o som passe de um ambiente para outro. Absor\u00e7\u00e3o reduz a reverbera\u00e7\u00e3o dentro de um mesmo ambiente. A NBR 15575 trata principalmente do isolamento \u2014 ou seja, da capacidade das paredes, pisos e fachadas de barrar o som entre espa\u00e7os distintos.<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o de som pode ocorrer de duas formas: <strong>a\u00e9rea<\/strong> (quando o som viaja pelo ar, como vozes e m\u00fasica) e <strong>de impacto<\/strong> (quando a vibra\u00e7\u00e3o \u00e9 transmitida pela estrutura, como passos e batidas).<\/p>\n<h3>Os \u00cdndices Ac\u00fasticos Utilizados na NBR 15575<\/h3>\n<p>A norma utiliza \u00edndices espec\u00edficos para quantificar o desempenho. Conhec\u00ea-los \u00e9 fundamental para interpretar laudos e especifica\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>DnT,w<\/strong> \u2014 Diferen\u00e7a de n\u00edvel padronizada e ponderada; mede o isolamento a ru\u00eddo a\u00e9reo entre ambientes internos, em campo<\/li>\n<li><strong>Rw<\/strong> \u2014 \u00cdndice de redu\u00e7\u00e3o sonora ponderado; usado em ensaios de laborat\u00f3rio<\/li>\n<li><strong>L&#8217;nT,w<\/strong> \u2014 N\u00edvel de press\u00e3o sonora de impacto padronizado e ponderado; medido em campo<\/li>\n<li><strong>D2m,nT,w<\/strong> \u2014 Isolamento de fachada para ru\u00eddo a\u00e9reo externo; medido em campo<\/li>\n<\/ul>\n<p>O ap\u00f3strofo (&#8216;) nos \u00edndices indica medi\u00e7\u00e3o em campo, com a presen\u00e7a de transmiss\u00f5es flanqueantes. O subscrito &#8220;w&#8221; indica pondera\u00e7\u00e3o pela curva de refer\u00eancia da ISO 717 \u2014 o padr\u00e3o internacional para avalia\u00e7\u00e3o de isolamento ac\u00fastico.<\/p>\n<h2>N\u00edveis de Desempenho Exigidos Pela Norma<\/h2>\n<p>A NBR 15575 classifica o desempenho ac\u00fastico em tr\u00eas n\u00edveis: <strong>M (M\u00ednimo), I (Intermedi\u00e1rio) e S (Superior)<\/strong>. O n\u00edvel M \u00e9 obrigat\u00f3rio por lei. Os n\u00edveis I e S s\u00e3o volunt\u00e1rios, mas funcionam como diferenciais competitivos importantes em um mercado cada vez mais exigente.<\/p>\n<h3>Requisitos Para Paredes (Veda\u00e7\u00f5es Verticais)<\/h3>\n<p>Para paredes entre unidades aut\u00f4nomas, a norma exige os seguintes valores m\u00ednimos de DnT,w:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Parede entre unidades:<\/strong> \u2265 40 dB (M) | \u2265 45 dB (I) | \u2265 50 dB (S)<\/li>\n<li><strong>Parede de dormit\u00f3rio entre unidades:<\/strong> \u2265 45 dB (M) | \u2265 50 dB (I) | \u2265 55 dB (S)<\/li>\n<li><strong>Parede entre dormit\u00f3rio e demais ambientes internos:<\/strong> \u2265 35 dB (M) | \u2265 40 dB (I) | \u2265 45 dB (S)<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Requisitos Para Sistemas de Pisos<\/h3>\n<p>Os pisos s\u00e3o avaliados tanto para ru\u00eddo a\u00e9reo quanto para ru\u00eddo de impacto. Para ru\u00eddo a\u00e9reo entre unidades sobrepostas, o m\u00ednimo exigido \u00e9 DnT,w \u2265 45 dB (n\u00edvel M). J\u00e1 para ru\u00eddo de impacto, a l\u00f3gica \u00e9 inversa: <strong>quanto menor o valor medido, melhor o desempenho<\/strong>. O limite m\u00e1ximo \u00e9 L&#8217;nT,w \u2264 80 dB para o n\u00edvel M.<\/p>\n<p>Esse crit\u00e9rio inverso \u00e9 uma das armadilhas mais comuns para quem est\u00e1 come\u00e7ando a trabalhar com a norma. Fique atento!<\/p>\n<h3>Requisitos Para Fachadas<\/h3>\n<p>O isolamento m\u00ednimo exigido para fachadas depende do n\u00edvel de ru\u00eddo do entorno do empreendimento. Em regi\u00f5es com LAeq externo de at\u00e9 55 dB, o m\u00ednimo exigido \u00e9 D2m,nT,w \u2265 20 dB. J\u00e1 em locais com ru\u00eddo entre 71 e 75 dB, o isolamento m\u00ednimo sobe para \u2265 40 dB. Para ambientes com ru\u00eddo acima de 75 dB, a norma exige um estudo ac\u00fastico espec\u00edfico.<\/p>\n<h2>Os M\u00e9todos de Ensaio: Como S\u00e3o Realizadas as Medi\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Esta \u00e9 a parte mais t\u00e9cnica \u2014 e mais importante \u2014 para quem precisa colocar a norma em pr\u00e1tica. Existem dois grandes contextos de ensaio: laborat\u00f3rio e campo. Para fins de conformidade com a NBR 15575, <strong>o ensaio em campo \u00e9 o que vale<\/strong>. Saiba mais sobre esses ensaios na <a href=\"https:\/\/www.aecweb.com.br\/academy\/ipt-quiz\/ensaios-acusticos-de-campo-para-atendimento-a-nbr-15575\/23848\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">explica\u00e7\u00e3o detalhada da AECweb sobre ensaios ac\u00fasticos de campo<\/a>.<\/p>\n<h3>Ensaio de Isolamento a Ru\u00eddo A\u00e9reo (Paredes e Pisos)<\/h3>\n<p>O ensaio mede quanto o elemento construtivo atenua o som que passa de um ambiente emissor para um ambiente receptor. O procedimento segue a norma <strong>ISO 16283-1<\/strong> e exige os seguintes equipamentos: fonte sonora omnidirecional (dodecaedro), amplificador de pot\u00eancia, microfone de medi\u00e7\u00e3o classe 1, analisador de espectro em tempo real e calibrador ac\u00fastico.<\/p>\n<p>O procedimento, de forma resumida, segue estas etapas:<\/p>\n<ol>\n<li>Verificar que a obra est\u00e1 conclu\u00edda (revestimentos, esquadrias e rodap\u00e9s aplicados)<\/li>\n<li>Medir o tempo de reverbera\u00e7\u00e3o no ambiente receptor em pelo menos 6 pontos<\/li>\n<li>Posicionar a fonte sonora em no m\u00ednimo 2 posi\u00e7\u00f5es no ambiente emissor<\/li>\n<li>Medir o n\u00edvel de press\u00e3o sonora no emissor (L1) e no receptor (L2)<\/li>\n<li>Calcular a diferen\u00e7a de n\u00edvel D = L1 \u2212 L2 em cada banda de frequ\u00eancia<\/li>\n<li>Normalizar pelo tempo de reverbera\u00e7\u00e3o: DnT = D + 10 \u00d7 log(T\/T0)<\/li>\n<li>Calcular o \u00edndice \u00fanico DnT,w aplicando a curva de refer\u00eancia da ISO 717-1<\/li>\n<\/ol>\n<p>Os erros mais comuns que comprometem o resultado incluem frestas em esquadrias, dutos sem isolamento, ru\u00eddo de fundo elevado no ambiente receptor e obra inacabada no momento do ensaio.<\/p>\n<h3>Ensaio de Isolamento a Ru\u00eddo de Impacto<\/h3>\n<p>Este ensaio utiliza a <strong>m\u00e1quina de impactos<\/strong> (tapping machine) como fonte padronizada. O equipamento possui 5 martelos de a\u00e7o de 500 g cada, com cad\u00eancia de 10 golpes por segundo e queda de 40 mm \u2014 tudo definido pela ISO 10140-5 e ISO 16283-2. A m\u00e1quina \u00e9 posicionada no piso superior (m\u00ednimo de 4 posi\u00e7\u00f5es distintas) e o som transmitido \u00e9 medido no ambiente abaixo.<\/p>\n<p>O principal cuidado neste ensaio est\u00e1 nos <strong>contrapisos flutuantes<\/strong>. Eles s\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o mais eficaz para ru\u00eddo de impacto, mas perdem toda a efici\u00eancia se houver contato r\u00edgido com paredes ou rodap\u00e9s \u2014 o que os t\u00e9cnicos chamam de &#8220;ponte ac\u00fastica&#8221;. Um rodap\u00e9 fixado rigidamente tanto no piso quanto na parede j\u00e1 \u00e9 suficiente para reprovar um ensaio.<\/p>\n<h3>Ensaio de Isolamento de Fachada<\/h3>\n<p>O isolamento de fachada pode ser medido de duas formas: usando uma fonte sonora artificial posicionada no exterior (a pelo menos 2 m da fachada, com incid\u00eancia obl\u00edqua de 45\u00b0) ou usando o ru\u00eddo de tr\u00e1fego real como fonte, quando o n\u00edvel externo for suficientemente alto (\u2265 60 dB). Os pontos mais cr\u00edticos de uma fachada s\u00e3o as janelas, juntas de dilata\u00e7\u00e3o, veda\u00e7\u00f5es de caixilhos e grelhas de ventila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Ensaio de Ru\u00eddo de Equipamentos Prediais<\/h3>\n<p>Al\u00e9m dos elementos construtivos, a NBR 15575 tamb\u00e9m estabelece limites para o ru\u00eddo gerado por equipamentos como bombas, elevadores e sistemas de ar condicionado. Em dormit\u00f3rios, o limite para o n\u00edvel m\u00ednimo (M) \u00e9 de <strong>\u2264 37 dB(A)<\/strong>. Em salas e cozinhas, o limite sobe para \u2264 42 dB(A). A medi\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com o equipamento em opera\u00e7\u00e3o normal, comparando com o ru\u00eddo de fundo com ele desligado.<\/p>\n<h2>Transmiss\u00f5es Flanqueantes: O Vil\u00e3o Silencioso dos Ensaios<\/h2>\n<p>Mesmo que o elemento separador principal (parede ou laje) seja tecnicamente adequado, o som pode &#8220;escapar&#8221; por outros caminhos \u2014 vigas, pilares, contrapisos conectados, tubula\u00e7\u00f5es. Esses desvios s\u00e3o chamados de <strong>transmiss\u00f5es flanqueantes<\/strong> e s\u00e3o respons\u00e1veis por boa parte das reprova\u00e7\u00f5es nos ensaios de campo.<\/p>\n<p>Pense assim: imagine tentar segurar \u00e1gua em um copo furado. N\u00e3o adianta o copo ser perfeito se houver buracos. Com o som acontece exatamente a mesma coisa.<\/p>\n<p>Os caminhos flanqueantes mais comuns em obras brasileiras incluem:<\/p>\n<ul>\n<li>Lajes cont\u00ednuas que propagam o impacto horizontalmente<\/li>\n<li>Pilares e vigas engastados que transmitem vibra\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Contrapisos conectados rigidamente \u00e0 parede<\/li>\n<li>Dutos e shafts sem veda\u00e7\u00e3o ac\u00fastica<\/li>\n<li>Rodap\u00e9s r\u00edgidos que criam pontes entre piso e parede<\/li>\n<li>Caixas el\u00e9tricas instaladas back-to-back (opostas na mesma parede)<\/li>\n<\/ul>\n<p>O controle come\u00e7a no projeto: detalhe cortes de flanqueamento no executivo, especifique bandas resilientes sob contrapisos, desloque caixas el\u00e9tricas opostas pelo menos 30 cm e preveja mangas el\u00e1sticas em passagens de tubula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Planejamento dos Ensaios: Quando, Onde e Quantos<\/h2>\n<p>A estrat\u00e9gia mais inteligente \u00e9 combinar ensaios laboratoriais durante a fase de projeto com ensaios de campo antes da entrega da obra. Em laborat\u00f3rio, voc\u00ea valida o sistema construtivo. Em campo, comprova que a execu\u00e7\u00e3o manteve o desempenho esperado.<\/p>\n<p>Para a sele\u00e7\u00e3o dos ambientes a ensaiar, priorize sempre os pares mais desfavor\u00e1veis: maior \u00e1rea de parede ou piso compartilhado, dormit\u00f3rios (com crit\u00e9rios mais restritivos) e todas as tipologias de unidade do empreendimento. O <a href=\"https:\/\/www.proacustica.org.br\/interlab\/norma\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">InterLab ProAc\u00fastica<\/a> traz orienta\u00e7\u00f5es atualizadas sobre amostragem e crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se o resultado reprovar, as a\u00e7\u00f5es corretivas mais comuns s\u00e3o: vedar frestas, aplicar massa el\u00e1stica nas bordas do contrapiso, adicionar camadas com maior massa superficial, instalar forros ac\u00fasticos ou substituir esquadrias por modelos com melhor desempenho. Segundo o <a href=\"https:\/\/www.senaipr.org.br\/tecnologiaeinovacao\/blog\/os-ensaios-de-desempenho-e-o-atendimento-aos-requisitos-do-usuario-1-36287-457024.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">SENAI PR<\/a>, o diagn\u00f3stico correto da causa da reprova\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial antes de definir qualquer solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Coment\u00e1rio da Bel<\/h2>\n<p>Gente, deixa eu ser direta: a NBR 15575 \u00e9 daquelas normas que parecem intimidadoras \u00e0 primeira vista, mas que fazem todo o sentido quando voc\u00ea entende a l\u00f3gica por tr\u00e1s. O grande salto conceitual \u00e9 justamente esse \u2014 sair do &#8220;especifiquei o material certo&#8221; para o &#8220;provei que o edif\u00edcio funciona como deve&#8221;. E o ensaio ac\u00fastico de campo \u00e9 o teste do mundo real: n\u00e3o tem como esconder frestas, pontes ac\u00fasticas ou contrapiso mal executado debaixo do tapete (ali\u00e1s, um tapete melhoraria bastante o isolamento de impacto, mas isso \u00e9 outra hist\u00f3ria).<\/p>\n<p>O que mais me impressiona nesse tema \u00e9 como pequenos detalhes de execu\u00e7\u00e3o \u2014 um rodap\u00e9 colado errado, uma caixa el\u00e9trica mal posicionada \u2014 podem derrubar um sistema que, em laborat\u00f3rio, seria aprovado com folga. \u00c9 a obra real contra a teoria perfeita do projeto. E quem paga a conta de uma reprova? Construtora, incorporadora e, indiretamente, o morador que merecia um apartamento mais silencioso. A norma existe exatamente para proteger esse morador. Ent\u00e3o, em vez de encarar os ensaios como burocracia, que tal encar\u00e1-los como uma oportunidade de entregar algo melhor \u2014 e comprovar isso com dados?<\/p>\n<h2>Conclus\u00e3o: Desempenho Ac\u00fastico \u00e9 Compromisso, N\u00e3o Apenas Conformidade<\/h2>\n<p>A NBR 15575 estabeleceu um novo patamar para a constru\u00e7\u00e3o civil brasileira. Quando o assunto \u00e9 ac\u00fastica, ela exige que paredes, pisos e fachadas sejam avaliados por ensaios t\u00e9cnicos rigorosos, seguindo normas internacionais como a ISO 16283 e a ISO 717. Os tr\u00eas n\u00edveis de desempenho \u2014 M, I e S \u2014 oferecem um caminho claro: do obrigat\u00f3rio ao excelente.<\/p>\n<p>Ao longo deste guia, voc\u00ea viu como funcionam os ensaios de ru\u00eddo a\u00e9reo, impacto e fachada; quais s\u00e3o os \u00edndices utilizados e o que cada um significa; quais s\u00e3o as transmiss\u00f5es flanqueantes mais perigosas e como control\u00e1-las; e como planejar os ensaios de forma estrat\u00e9gica dentro do cronograma da obra. Para mais contexto sobre o que a norma exige de construtores e incorporadores, vale tamb\u00e9m conferir a reportagem da <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/negocios\/nbr-15575-o-que-a-acustica-exige-de-construtores-e-incorporadores\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CNN Brasil sobre a NBR 15575<\/a>.<\/p>\n<p>O desempenho ac\u00fastico n\u00e3o \u00e9 apenas uma exig\u00eancia legal \u2014 \u00e9 um compromisso com a qualidade de vida de quem vai morar nos edif\u00edcios que voc\u00ea projeta e constr\u00f3i. E isso come\u00e7a muito antes do ensaio: come\u00e7a no detalhe do projeto, na especifica\u00e7\u00e3o correta dos sistemas e na execu\u00e7\u00e3o cuidadosa em obra.<\/p>\n<p><strong>Gostou deste conte\u00fado? 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